CONFERÊNCIA SOBRE VIOLÊNCIA NO DESPORTO - COMITÉ OLÍMPICO



Violência no Desporto, foi o tema da conferência realizada ontem pela Comissão de Arbitragem e Ajuizamento Desportivo (CAAD) do Comité Olímpico de Portugal (COP).


Os árbitros foram colocados no centro de um problema social longe de ser exclusivo do espetáculo desportivo.


Não aceitar a agressão e ter coragem de denunciar são dois dos requisitos a cumprir para travar a violência no desporto e dependem muito dos árbitros, defendeu-se no auditório do COP, preenchido por uma audiência interessada em debater um problema sem solução, apesar dos esforços legislativos e da ação das autoridades.


O Diretor-Geral do COP, abriu os trabalhos sublinhando a oportunidade de discussão do objeto da conferência: “Este é um tema de enorme relevância, que está na ordem do dia, não pelas melhores razões.”


Diogo Nabais, da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, enquadrou as medidas tomadas pelo Governo nesta matéria.


“A violência é um fenómeno social”, não exclusivo do desporto, “e não é um problema de agora”, referiu, esclarecendo que o problema em Portugal é enquadrado pela lei de 2009, alterada por três vezes, a última das quais em 2019.


Posteriormente, entendeu-se criar a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), com o objetivo de “diminuir a pendência, e garantir a eficácia e celeridade de análise nos processos.”


O lançamento da campanha Violência Zero foi feito, segundo Diogo Nabais, de modo a “sensibilizar para o fenómeno” da violência, “promovendo os valores éticos.” O objetivo final é “erradicar a violência no desporto” e “cada um tem de fazer a sua parte”, alertou.


Na sequência das comunicações de Diogo Nabais e Paulo Fontes, “O árbitro vítima de violência” foi tema para um painel de debate moderado por Paulo Duarte, da CAAD do COP.

Hugo Miguel, árbitro internacional de Futebol, deu o testemunho da sua experiência e congratulou-se com o facto de Portugal não ser comparável a países como a Grécia em matéria de arbitragem.


Hugo Miguel revelou que a alteração das nomeações dos árbitros para os próprios dias dos jogos lhe aumentou a qualidade de vida: “Dá-nos tranquilidade, a nós e às nossas famílias”, por ter diminuído as probabilidades de existirem pressões.


O segundo painel, intitulado “O árbitro na prevenção da violência”, foi moderado por Avelino Azevedo, da CAAD do COP e abriu com a intervenção de João Fernandes Costa, árbitro internacional de Rugby. ” O árbitro deve ser um elemento fundamental na prevenção da violência no desporto”, defendeu, apontando o briefing inicial com os capitães de equipa como fundamental, para todos os intervenientes ficarem a saber o que se pretende do jogo.


O Presidente do Conselho de Arbitragem de Andebol, António Marreiros, marcou presença nesta conferência de extrema importância para o desporto em geral em Portugal.


© 2020 CONSELHO DE ARBITRAGEM FAP

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